22/04/26

Mexilhão



As operadoras das carreiras de jetfoils entre Macau e Hong Kong, Cotai Water Jet e Turbojet, anunciaram ontem um aumento do preço dos bilhetes. O facto é reportado em todos os jornais.

O aumento dos combustíveis é uma realidade desde que o celerado Trump decidiu, com a cumplicidade cínica e estimulante de Netanyahu. Seria por isso normal que mais dia menos dia as concessionárias aumentassem o preço dos bilhetes.

O que ninguém esperava era que o Governo de Macau autorizasse apenas o aumento do preço dos bilhetes em classe económica. 

Em regra, quem viaja em primeira classe e classe executiva – Cotai Frist, Super Class e Premier Grand Class – é quem ganha o suficiente para pagar o luxo, o conforto e a exclusividade, ou tem quem pague por si. Por isso os bilhetes para essas classes são mais caros. 

Trata-se de uma realidade facilmente compreensível para qualquer cidadão. Porém, o que aparentemente é normal para os residentes não é perceptível para os governantes. E uma vez mais isso voltou a verificar-se.

Não há razão, nem justificação alguma, para serem apenas os menos favorecidos a pagar o aumento dos custos dos combustíveis. Ao permitir-se um aumento de preços nas viagens de jetfoil apenas para quem viaja em classe económica, mantendo os preços em primeira classe, dá-se mais um mau sinal à sociedade de Macau e mostra-se que o Governo e o Secretário para os Transportes e Obras Públicas se preocupam mais com os ricos do que com os pobres. 

Quem viajar em primeira classe nos jetfoils da Turbojet e da Macau Water Jet, a partir de 25 de Abril, quando entrarem em vigor os novos preços, bem poderá dizer que na RAEM são os menos abonados que pagam a crise. Era assim no tempo colonial, continua a ser assim na nova era.

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